Pelo centenário da morte de Euclides da Cunha, o grande autor de Os Sertões... Que também amou Anna de Assis, sua esposa (Anna da Cunha), em trágico desfecho.

SONETO
Dedicado a Anna da Cunha
"Ontem, quanto, soberba, escarnecias
Dessa minha paixão, louca, suprema,
E no teu lábio, essa rosa da algema,
A minha vida, gélida prendias...
Eu meditava em loucas utopias,
Tentava resolver grave problema...
_ Como engastar tua alma num poema?
E eu não chorava quando tu te rias...
Hoje, que vives desse amor ansioso
E és minha, só minha, extraordinária sorte,
Hoje eu sou triste, sendo tão ditoso!
E tremo e choro, pressentindo, forte
Vibrar, dentro em meu peito, fervoroso,
Esse excesso de vida, que é a morte..."
Euclides da Cunha [10 set. 1890]
Foto Reprodução:







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